segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O desbotar do mundo cor-de-rosa.

O mundo cor-de-rosa se olha no espelho
e o espelho lhe diz:o rosa está desbotando...
Parece que a chuva foi muito forte, ou então , a roupa foi lavada inadequadamente, isso não importa mais.O Rosa está desbotando, e não há como evitar.
Ou será que há?
Será possível que aquele rosa que tanto nos encantava, que tanto nos fazia sonhar,agora palidamente irreconhecível, nunca mais será como antes?
Ou só agora pudemos perceber que a nitidez q víamos aquela cor, a certeza que aquilo era realmente rosa, não passava de um delírio coletivo?
Há como revitalizá-lo?
Há formas de evitar,ao menos. que ocorra sua total despigmentação?
Alguns dizem "Sim! é possível recuperar e intensificar a coloração original"
Muitos dizem "Não,o desbotar é um processo irreversível e de velocidade crescente,caminhamos inevitavelmente para o seu completo empalidecimento"
Talvez pensar nisso não seja a solução...
Quem sabe não seria melhor esperar o rosa desbotar por completo, pra que possamos, todos juntos ,repintar o mundo de outra cor?
Cor essa que todos possam ver, todos possam sentir, e , principalmente, seja o resultado da escolha de todos.
E assim, quem sabe acharemos uma tonalidade universal, talvez com tonalidade não tão intensa, de forma que as vezes, nem nós mesmos saberíamos que cor seria.
Mas que, em todas as ocasiões que olhássemos e sentíssemos o mundo a nossa volta, pudéssemos ter a certeza ao dizer "este é o nosso mundo".

sábado, 9 de agosto de 2008

Auto-Retrato

Me apresento...
Como alguém que as vezes tenta passar o que sente,
Quando não sente pelo que passa...
Um ser aliterante,confuso, as vezes demasiadamente enfadonho,
´Poeta pouco sofisticado, não-rimador,
Sofisticação é tarefa a hábeis literários,
Sou apenas um físico arriscando escrever poemas...

Pouco objetivo, com minha subjetividade poética exagerada
Tentando, inabilmente expressar, com palavras de pobre complexidade,
A riqueza de algumas idéias minhas,
Que de tamanha “riqueza”,perdem seu valor...
Então...
Sou um físico alucinado,
Um desenhista desleixado,
Um poeta descompromissado,
Ideologicamente,não posso me definir de forma sólida,
Pois só consigo defender uma idéia até o momento que suas contradições as tornam insustentáveis.
Como já disse...
Minhas palavras, mesmo não aparentando,
Estão quase sempre densamente carregadas de significado,
O que pra minha infelicidade, tornam minhas frases confusas e desconexas,
Ironicamente por terem infinitas conexões,
Mas tudo isso tem um motivo:
Sou um ser de múltiplas faces,
Que tem a difícil tarefa de sintetizar todas elas num único “eu”
Isso me contradiz,
Pessoas diferentes sempre tendem a divergir...
Por tudo isso, sou eu
Meu maior adversário,
Meu maior crítico,
Meu melhor amigo.


Daniel Marchesi de Camargo Neves

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Soltanto un sogno...

Um dia,quando tudo começar,
Te olharei, como alguém que está a admirar “un bellissimo sunrise”,
Te direi,de outra forma, coisas que a todas digo,
Beijar-te-ei com tesão disfarçado de paixão.
Nos dias subseqüentes...
Vou te respeitar
Mandarei , ogni giorno, flores do meu lindo jardim,
E repetirei, como se nunca já houvesse repetido...
Que”sempre vou te amar por toda minha vida...”
Até que numa noite,de calor que muito atinge nossos corpos,
Quando muito você confiar em mim,
Quando por meses o motivo de teus sonhos ser “eu”,
Quando demais te respeitar,
Nos beijaremos com absurdo desespero,
Transporemos todas as barreiras que nos incomoda,
E nos fundiremos, num só corpo, de duas cabeças,
Por toda a eternidade da noite.
No seguinte dia, da eterna noite,
Você ainda sonha comigo,
E nossos corpos ainda estarão fundidos,
Mas o sol chegara, há horas,
Então te deixarei, com você a sonhar comigo,
Te abandonarei pro sempre,
E quando acordar,
Tudo não passara dum lindo sonho...

Daniel Marchesi de Camargo Neves



Informativo do autor .

Aviso que nesses dias de escassas publicações,irei postar alguns poemas antigos meus, aproveitando o fato de nunca te-los publicado no blog.É possível que, intercalados às publicações de poemas antigos, eu ponha textos ou poemas recentes,mas deverei avisá-los nessas situações..

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Guardando alla televisione

As vezes ficamos horas mergulhado num mundo metafisico de pensamentos fluidos e desconexos que tentam formular algum juízo lógico e coerente sobre algum objeto de estudo...Levantamos hipóteses,sugerimos possibilidades, geramos simula coes e alisamos a nível de concordância com a realidade.De certo modo, isso eh um método cientifico de estudo e pesquisa, nada d+;o problema é quando esse mundo começa a tomar conta de sua vida, de tal modo você não e o ser criador deste, e sim criatura que passa a viver dentro desse mundo.Chegando a esse ponto, você perde a noção do mundo exterior, e apesar de enxergar tudo o que se passa la "fora" com um olhar bastante cético e analítico, esse mundo é encarado como se você estivesse passivamente assistindo na televisão cenas de um mundo real;Você olha, ouve, julga.. mas parece um mundo distante do seu,sob o qual você não consegue interagir.
Quando se chega a esse estágio...ao mesmo tempo que tudo se parece inteligível e previsível, tudo está fora do controle;você efetivamente está lá, consegue ver e analisar o mundo ao seu redor, mas não o sente.A impotência toma conta de nós,porque a partir do momento que se tem plena convicção que você não pode fazer nada, por pior que aquela realidade seja, a única coisa que te cabe fazer diante de um universo que se é apenas expectador é chorar.
Então, enquanto pensamos que existe uma barreira entre esses mundos, enquanto acreditamos e sentimos que tudo não passa de um filme cuja história já foi escrita e nada se pode fazer para mudar,enquanto não conseguirmos sentir o vento exterior e o calor dos corpos humanos que nos tocam...O mundo poderá ser analisado, teorizado, criticado, mas o mais importante não poderemos fazer:viver.

domingo, 25 de maio de 2008

Chave-Fechadura

Muitos de nós,passam anos procurando pelos caminhos que devemos seguir..caminhos profissionais,éticos,sentimentais,etc...Acreditamos em modelos prontos que nos levarão à felicidade, e muitas vezes, compramos esses modelos que são vendidos pela sociedade.Algumas pessoas ficam por toda eternidade dos seus 70,80,90 anos insatisfeitos por não conseguirem.Mas muitas vezes vale se perguntar:existem "pacotes" de felicidade, ou cada um tem sua felicidade própria?Talvez a maioria das pessoas me responda a segunda opção,entretanto, na prática, a maioria age no primeiro caso.Morremos procurando por uma coisa que não se encaixa em nós, sofremos tentando encaixar a chave na fechadura errada, então, quando finalmente a chave entra, tentamos abrir a porta;você tenta, tenta, e a única coisa que ganha é aborrecimento."Mas não é possível, a chave entrou na fechadura, então ela tem que abrir" pensamos, mesmo sabendo, no fundo, que quase todas as chaves podem entrar em quase qualquer fechadura.Mas queremos acreditar que essa é a chave.Então, insistimos,forçamos, batemos na porta,esmurramos a porta.Como não queremos arrombá-la,voltamos aos meios "cordiais " de abrir uma porta;forçamos a rotação da chave à exaustão, até que, em um dado momento, as peças internas se desencaixam, a fechadura quebra, e ao tirar a chave de lá, vê-se que ela também sobre danos quase irreparáveis, tal que, naquele estado, inutiliza a chave até para uma fechadura que se encaixava perfeitamente na sua forma.
E aí eu posso questioná-los:até quando fugiremos do que somos essencialmente para seguir os modelos pré-estabelecidos da sociedade?Até quando aceitaremos que a cultura social nos dite o que comer,em que trabalhar, como pensar, com que tipo de mulher ou homem devemos namorar?Até quando suprimiremos nossos sonhos, por acharmos idealistas d+" ou "fora da realidade" para assumirmos os sonhos "realistas, sensatos coerentes e plausíveis" dos outros?Até quando deixaremos que os valores sociais se sobreponham aos nossos valores pessoais e nos façam sentir cada dia mais inútil e morto internamente? Até quando desistiremos dos nossos sonhos, aqueles mesmos que nos incentivavam e nos ludibriavam até o início da adolescência, por acharmos que somos incapazes de atingi-los, e aceitarmos a mediocridade de uma vida que "todos podem ter"? Até quando aceitaremos que as chaves se deformem e as fechaduras se desmontem, mesmo sentido que, a chave que abrirá aquela PORTA é exatamente a chave que está dentro de nosso bolso?

terça-feira, 6 de maio de 2008

Era uma vez.. (continuação)

Mas ele não podia deixar que isso acontecesse... E todos os sonhos? Como poderia ele deixá-los morrer assim?Não! não podia deixar que tudo continuasse assim...A vida continuava, e ele era forte o suficiente pra saber que não seria covarde o suficiente para reduzir seu tempo natural de vida, mas também sabia que não suportaria viver daquela forma...Foi aí que ele lembrou de todos os sonhos que já tivera, de todas as idéias que o fizeram buscar novos desafios, vencer dificuldades, mesmo quando tudo parecia conspirar contra.Não importava mais se QUASE tudo deu errado, algumas coisas deram certo e nisso ele tentou entender porquê deram certo.
Lembrou dos fracassos, mas dessa vez, não mais com sentimento de tristeza, e sim com um olhar analítico e crítico,buscando endender as reais causas dos fracassos e como faria para superá-las.Foi então que ele voltou a sentir,ao lembrar dos sonhos que já teve, aquela mesma empolgação da época que acreditava ser possível sonhos se realizarem.Nisso, ele lembrou de uma frase.talvez criada por ele mesmo que dizia:"sonhos nunca morrem, eles adormecem,hibernam, mas estarão sempre prontos para acordar nos primeiros sinais de reanimo" e isso o fez perceber que era verdade, pois agora sentia exatamente isso.
E foi ai que ele voltou a sonhar,voltou a seguir em frente, novamente com passos firmes e convictos.Ele saberia das imensas dificuldades que teria, como sempre, mas como sempre ele sentia dentro de si, como um uma sentimento de pre-destinação, que um dia, tudo mudará, e o garoto sonhador se tornará O HOMEM realizador.

domingo, 4 de maio de 2008

Era uma vez...

Um pequeno garoto , cujo nome é irrelevante mencionar,de 4 anos de idade.Garoto um pouco estranho, muito sonhador.Seus pais, sua mãe principalmente, o achavam muito inteligente:tinha certa facilidade pra números, conversava assuntos mais avançados pra idade , era muito curioso.Na escola, era mais um;não se destacava diante dos colegas e era uma figura a mais na classe.Via todos brigarem com ele, baterem, e simplesmente não reagia.Ele entristecia, chorava, e ficava nisso....
Ano seguinte, as coisas mudaram: ele brigava com todos, por motivos mínimos ou inexistentes, apenas pra poder ocupar o tempo, descarregar energia, ou ,talvez, descontar o que faziam no ano anterior.Uma hora, não haviam mais motivos, não havia mais nada a justificar aquele comportamento.Mesmo assim, sem saber porquê, ele continuava.
Quanto a isso.. o passar do tempo o fez abandonar esse comportamento,e o fez descarregar sua energia em outras coisas...E foi nos esportes..Ele experimentou as várias modalidades esportivas,e gostava muito de todas que fez.Infelizmente, um problema o impossibilitava jogar ao mesmo nível das outras crianças, e por mais que ele se esforçasse,não tinha como ele alcançar um desempenho bom.Mas o garoto ainda era sonhador, e mesmo sabendo das imensas dificuldades que tinha, sonhava em um dia poder jogar bem, e quem sabe até competir em alto nível.Nos treinos, se esforçava; nos jogos , ia confiante e determinado, mas no decorrer da partida, se desanimava diante das dificuldades e a nítida depreciação que via dos companheiros de time, ou dos concorrentes.O jogo acabava, tudo ia mal:ele voltava pra casa, chorava, se sentia o pior de todos..mas depois enxugava as lágrimas , voltava a acreditar, e tudo ficava por isso mesmo.
Ele continuava,ainda sonhava, até que uma hora ele simplesmente parou de acreditar. Continuava jogando, mas era como se estivesse fora;não mais lutava, não se esforçava porque sabia o resultado final:derrota, sempre.
E o tempo passou... quanto aos esportes,ele continuou a jogar por algum tempo, mas com a mesma apatia de antes. Não havia mais motivos pra acreditar em algo com poucas perspectivas de bons resultados.. e isso o fez a pensar em outros caminhos.
Ele percebeu que talvez realmente pudesse ser inteligente, como diziam alguns, e, ao menos na escola , tinha bons resultados com esforço mínimo.E foi ai que ele começou a voltar a sonhar.. como era um garoto curioso,foi sempre natural pra ele procurar área acadêmica e buscar informações ou cursos de vários assuntos do seu interesse...Com o tempo, surgiram oportunidades de competições de nível acadêmico,e aí ele pensou que poderia ser A CHANCE.Passou a participar de todas que podia..e apesar de alguns bons resultados, sempre ia mal nas competições de maior importância.Sempre tinham motivos, muitos motivos, que o levavam a perder sempre.. ele os conhecia bem,todos eles, mas não sabia como fazer para enfrentá-los..Aos poucos os fracassos vieram , como sempre.. e como sempre, ele se entristecia, chorava, enxugava as lágrimas, dizia que da próxima vez seria,e seguia em frente.Então ele continuava tentando, e continuava perdendo , até que, como nos esportes, ele desistiu de acreditar, e mesmo continuando ele não via mais um pingo de esperança de vitória.
E assim continuou.Continuava com todas atividades de antes, como se nada disso tivesse acontecido, e mesmo que do início mostrasse a mesma empolgação de quando era criança, a primeira dificuldade que aparecia o fazia lembrar de todo o sofrimento que já sofrera, desanimando-no completamente.. porque no fundo, ele sabia que era impossível se esquecer de tudo que tinha passado.
Ele chegou a desenhar, chegou a tentar compor música, tocar alguns instrumentos.. tentou escrever , contos, poemas, crônicas,dramas...tentou todos os caminhos . e por mais que no início tudo aparentemente corresse bem.. os mesmos motivos os desestimulavam, os mesmos motivos o faziam iniciar algo com o sentimento de que no fim, tudo daria errado, de novo.
Isso passou a acompanhar ele, e se desenvolveu acompanhando seu crescimento cronológico.Era um problema especifico que se tornou geral.. aquilo não mais o incomodava e sim atormentava profundamente sua alma.Isso afetava gravemente sua auto-estima, que naturalmente afetava em tudo que ele fazia, pois o sentimento de inferioridade e derrota estava já enraizado.Não tinha dúvidas, se deixasse como estava, AQUILO O ENGOLIRIA.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Se eu pudesse

Seu pudesse, traduziria em código verbal tudo que sinto agora.
Falaria dos meus medos, dos conflitos internos, das contradições ligadas à minha essência...
Se houvessem palavras capazes de dizer tudo...Traduziria,com todas as possíveis palavras existentes, o que sempre quis mostrar, e todos poderiam sentir, ao me ler, a profundidade da minha dor angustiante de tanta matéria escura que absorvo dês dos dias em que tive consciência de onde estava, mesmo que até hoje não saiba o que faço por aqui.
Se a linguagem me permitisse,seria possível entender as razões de minhas lágrimas ou empolgação extasiante...e não mais me olhariam como um louco exagerado...
Se ao menos existisse uma forma de me transmitir ao mundo...eu mostraria toda minha intensidade, turbulência e profundidade, e assim, poderia compartilhar tudo aquilo que sempre soube, que sempre fui, que sempre sonhei ,mas poucos puderam entender.
Se o mundo das possibilidades um dia me largar...eu poderia tornar-me concreto, e parte sde todo esse misterioso e confuso cosmos pessoal, se tornaria palpavél a muitos...
Talvez parte dos problemas que tenho, perderiam a razão de existir...
Enquanto isso, eu procuro possibilidades em busca desse caminho...
Com frases ainda confusas,porém concretas, que, atráves do pobre código linguístico existente,
buscam explicações para coisas que nem mesmo eu entendo.. mas que, por instinto de sobrevivência,precisarei entender.
Enquanto esse dia não chegar.. a solidão continuará,a incompreensão me pertubará, e as dúvidas continuarão perturbando minhas conturbadas noites de "quase-sono".

terça-feira, 1 de abril de 2008

Quem sou eu pra mim?Quem sou eu pra você?

Essa pergunta realmente é dificíl, talvez impossível de ser respondida em sua totalidade...Mas eu tento ser aquilo que pra muitos é insuportável:sou o questionador sem limites...Tudo que me envolve é explorado até a exaustão...Minha inquietude me impede de conviver pacificamente com dúvidas...
O meu questionamento vai de dúvidas científicas a questões existenciais.. abrange o meu interior e todo o exterior...Minha tarefa perante a sociedade é questionar o senso comum, desafiar os conceitos tradicionais, "chutar" a moralidade hipócrita, gerar dúvidas existenciais nos outros, e fazê-los se sentirem e se conhecerem melhor... Quero mostrar que não existem coisas tão óbvias e muito menos simples,que tudo que criamos são universos envolvidos em cápsulas de vidro com filtros de imagens que nos incomodam.. Sabemos que elas existem, e que um dia podem quebrar o vidro.. mas enquanto isso ,acreditamos que aquela imagem representa a realidade.. Faço questão de quebrar suas cápsulas, quero deixá-los desprotegidos diante de tanta exposição...Agora,aprendam a andar despidos, porque não há meios de se esconderem mais...

sábado, 15 de março de 2008

As vezes...

Em algumas noites.. eu olho para as estrelas, e diante da imensidão do universo, me sinto só.
Mais um insignificante ponto dentro duma ínfima partícula chamada terra...
E só daí eu percebo que a solidão vai bem além de uma percepção distorcida por um referencial impróprio.. eu estou só.Sempre tive um mundo próprio, que fragilmente se comunicava com o universo exterior com pouco eficiência.Eu sempre tentei, mas aparentemente falamos línguas completamente inteligíveis e essa ineficiente comunicação me afastou do universo exterior,e me fez afastar dele também.. num movimento simétrico repulsivo, fomos nos distanciando até romper qualquer forma de interação entre nós.Passado o tempo, consegui voltar a ter rejeicoes fracas já que não podia ter outra forma de viver mas o sentimento de que nunca poderia me aproximar d+ continuou.. e essa percepção de me sentir distante estranho ao universo externo nunca desapareceu.Sempre me senti longe,e as tentativas que tive de me aproximar do mundo só gem...Eu me sinto só.. e não é um simples sentimento pessimista, essa barreira existe, e eu tenho que enraram feridas que até hoje não consegui fazê-las cicatrizarecontrar uma forma de interligar esses 2 universos tão antagonicos.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Daniel Marchesi

Um post cujo título é meu nome... o que pode significar isso?um post pessoal.. um resumo auto-biográfico?Pior é que quando comecei a escrever ,não tinha idéia do que ia escrever.. e agora estou mais sem assunto que nunca... poderia simplesmente não postar nada, como fiz inúmeras
Ocasiões que não conseguia escrever algo interessante..mas dessa vez, estou me convencendo de que minha falta de assunto pode render uma boa postagem...talvez eu use dessa vez o blog pra exteriorizar tudo que nunca tive coragem de dizer... revelar a parte de mim que poucos conhecem.. e outra parte que nem eu mesmo conheço bem...O que sei é que por toda minha vida eu tive medo de me exteriorizar.. tive muito medo das pessoas nunca aceitarem quem sou , minhas idéias, meu estilo de vida, meu jeito.. e quando passei a ter bastante consciência disso... foi a pior parte da minha vida, que afundei num profundo mar introspectivo, que me isolou mais e mais da convivência social, porque achava que assim estaria mais protegido das criticas e reprovações daqueles que não me aceitariam jamais...Por que tanto medo de gritar, de sentir, de dizer o que penso sempre, de mostrar o que sinto?Por que tanto receio de quebrar esse vidro que separa meu mundo do mundo externo?
Durante 20 anos vi um mundo passar diante dos meus olhos, e nesses vinte anos, foi a única coisa que fiz: observar, passivamente, tudo ao meu redor... não tive grandes erros, não corri grandes riscos.. mas pelo mesmo motivo, nunca conseguir ir muito longe... e os sonhos, os grandes sonhos da minha vida continuaram lá no mundo abstrato das idéias.Definitivamente, basta.Meus próximos vinte anos não podem ser como esse 20 primeiros.. não há mais como...
Eu , que sempre amei mais que tudo na vida a liberdade, minha vontade de voar e procurar territórios desconhecidos , de absorver mundos inteiros, de sentir as nuances do cheiro , do clima, da pureza do ar...eu, que sempre em meus sonhos tinha grandes asas que me levavam pra onde quer que eu quisesse, não aprendi a voar...Sempre tive medo de tentar e cair do precipício ... sempre tive enorme receio de voar longe d+ e esquecer o caminho de casa.. e por isso , por anos e anos seguidos eu podava minhas asas, para que não tivesse nenhuma condição de alçar vôos longos e altos...Dessa forma.. minha vida se tornou tudo aquilo que sempre detestei:uma prisão...1 ap morando num andar alto,1cidade que já moro há 20 anos, uma faculdade que consome todo meu tempo.. mas principalmente.. eu mesmo,inerte a tudo que me prende..com todos meus medos, eu criei essa prisão ..e então. sou o único que pode me libertar dela... só preciso encontrar a chave, e depois, jogá-la fora.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Um novo caminho

Viajei por conhecidas terras distantes

E por lá, longe de quase tudo, pude olhar para dentro,

E vi coisas que, num altar de ângulo, se tornaram claras,

Ofuscadas por elementos externos que me cegavam por dentro e por fora...

Na deflexão angular , pude agora enxergar,

Que me faltava mais que forças para agir,

Me faltava coragem para ver e aceitar

Os caminhos a serem seguidos,

As pedras a serem removidas,

E os buracos , que inevitavelmente deveriam ser desviados,

Vi que o mundo dos “se” não gera soluções,mas sim, alternativas teóricas,

Que só se tornam relevantes e valiosas, se transporem as barreiras teóricas

E se materializarem em ações reais,

Aceitei que as coisas são, tem forma definida, significados, vida própria,

E por mais que cada pessoa as interprete de forma única,

Sua forma, significado e vida existirá independente de como eu gostaria que elas fossem,

E agora, sim, definitivamente eu vejo,

Com clareza que QUASE me cegam os olhos,

Que o caminho não está em negar o que é real,

Mas trabalhar , dentro dos limites impostos,

E buscar sempre o melhor,

No universo do possível.

Um novo olhar

Olhei para as águas límpidas daquele rio transparante...

Mesmo assim, pude ver minha imagem refletida no espelho...

Seria a água menos cristalina que aparenta,

Ou meu brilho é realmente intenso?

Não sei ao certo o que de fato ocorre,

Mas o meu cego pessimismo

Me leva a pior hipótese,

E isso me destrói,

Cada vez mais.

Depois de um dia de sono,

Como de costume,

Olhei pela janela

E vi um lindo dia pela frente...

Não tenho em mente lembrança mais bonita que aquela..

Teria eu acordado de ótimo humor,

Ou teria aquele sido o dia mais lindo que já vi?

Nunca pude saber se aquilo foi distorção do meu estado de espírito, ou de fato, era a pura realidade,

Mas preferi aceitar a mais feia das possibilidades...

Chega.. não há como enegrecer o branco papel almaço!

Não pode haver mais vida nesse mundo sombrio

Enxergando apenas cores escuras!

Não quero mais saber se o azul claro que vejo diante dos olhos , ao admirar o céu azul daquele dia lindo,

Foi uma ilusão causada por alguma anomalia visual

O que vejo diante dos meus olhos é um lindo azul claro, sem nuvens chuvosas,

E o sorriso que me emocionou, e feito de amor e sinceridade

E que a luz que vem de mim,

Pode ser visto pela água mais transparente desse planeta...